Quem sou eu

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Nascido em 15/06/1964, sou um dinossauro me aventurando em um mundo essencialmente de jovens.
No entanto, sou um homem moderno, light, portanto insosso e incapaz de sintetizar essa enorme massa de informação a que tenho acesso. 

Viajante do Google Street View.

Já perdi o que nunca tive.
Tenho saudades de um tempo em que nunca vivi.
Tenho saudades de lugares onde nunca estive.

Estou praticamente certo de que eu não sou daqui, ou estou deslocado no tempo ou no espaço, ou em ambos os dois.

Rádio Absolute 80´s

Separador

segunda-feira, abril 29, 2013

Perdeu.


Toda vez que se fala em ser favorável à pena de morte, pedras voam em direção a quem se posiciona a favor.
É sempre a mesma ladainha:

"No Brasil, só morrerá pobre".
"Vão matar inocentes. Temos nos Estados Unidos das Américas, os casos Hauptmann e Sacco e Vanzetti".
É em cima disto que eles se alastram.
Se você olhar direito, verá que existem pobres e ou inocentes morrendo o tempo todo, e pelas mãos dos marginais.
Será que nos EUA, o número de executados somados aos que estão no corredor da morte chega a 1/3 do número dos que foram mortos pelas mãos de marginais?
Tivemos nos Estados Unidos do Brasil, segundo levantamento feito pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, 15 latrocínios em FEV/2013 e 10 em MAR/2013, e isso apenas na capital (G1).

Para alguém ser condenado à morte pela justiça este precisa ser julgado e seu advogado não conseguir provar a sua inocência.
A pena de morte, a condenação, a sentença e a sua execução resultam da aplicação de uma lei em conformidade com os ritos e as regras de um processo da justiça criminal ou militar.
A execução não é sumária.

"Só deus pode decidir quem deve morrer". (Gn 9:6; Lv 24:17; Rm 13:1-5; Ap 13:10, and so on).
Tsc, tsc, tsc.
Essa frase é absurda em toda a sua extensão.
Partindo desta premissa, meu caro cristão, o “dimenó” que matou o estudante após este ter entregado o celular e não ter reagido é um deus, pois ele decidiu que o estudante devia morrer.
Igualmente deus é aquele que espancou até a morte uma idosa.

Invocam também a Carta Magna.
A OAB surge de peito estufado.
Direito dos Manos se alvoroça.

"A pena de morte é cruel!", gritam os paladinos dos Direitos do Manos.
Pela vontade deles, todos os presídios seriam derrubados, pois, chegam a comparar um sequestrado mantido em cativeiro com um prisioneiro mantido em uma prisão.

Falando em “dimenó”, ouvi um politico se posicionar contra a redução da idade penal sob a alegação de que prendendo um, ele irá para a “escola do crime”.
“Cumpadi”, “cumpadi”, se um menor for preso por matar alguém é porque ele JÁ É um criminoso.
Ops, não posso chamar “dimenó” de criminoso pois, este não comete crime, mas sim, ato infracional.
Sei...
Quando um “dimenó” mata alguém ele não assassinou a vítima e sim cometeu um ato infracional.
Certo, então a vítima não morreu?
Alias, posso chamar de vítima ou existe uma denominação específica?
Penso que crime é crime, que alguém que morre pelas mãos de um "dimenó" não esta menos morto do que um que morre pelas mãos de um adulto, mas, vai saber né?
Outro politico esbravejou: “Não podemos reduzir a idade penal porque os menores estão sendo recrutados para cometer crimes”.
“Cumpadi”, ô, “cumpadi”, “si ligui mermão”, por que será que os menores estão sendo recrutados?

O ser humano é mal por natureza.

A pena de morte não é uma solução, bem sabemos, tão pouco traz intimidação ao bandido, sabemos disso vendo os EUA.
Mas, é justo poupar a vida de um ladrão que tirou a vida de sabe se lá quantos para retirar deles bens conquistados honestamente?
A nossa hipocrisia nos leva a dizer que sim.
Protegemos um criminoso e abandonamos a família da vítima deste.

A pena de morte não acaba com a marginalidade, mas temos a certeza de que aquele individuo estará fora da sociedade para sempre, sociedade alias para qual ele não fará falta.

Faça de conta que a pena de morte não é aplicada a quem rouba uma lata de sardinha ou saqueia uma carreta de mantimento que tombou na estrada, nem mesmo a quem atropela uma pessoa (talvez a quem atropela um cachorro).
Faça de conta que a pena de morte não é sumária e que talvez o condenado mesmo no corredor da morte tenha a chance de provar a sua inocência, chance que eles não dão à suas vítimas.
E então, pense em considerar que a pena de morte deva ser aplicada, pelo menos a quem mata para roubar (ou depois de ter roubado).

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