Melhores Jovem Pan

Separador

segunda-feira, julho 09, 2018

Juramento do dedinho.

“Juntar o meu mindinho com o seu mindinho. 
Então fechou, o trato tá feito.”
Cara, isso é horrível, chega a ser pior que “Isaltina, Olha o tamanho da lombriga”.
Pelo menos “Isaltina” não é vendida como música séria.

Não sou fã de sertanejo, mas acho que este gênero musical já foi melhor.
O funk é para mim um lixo musical, mas mesmo assim eu te digo que eu respeito mais o funk que muitas das atuais músicas sertaneja.

E por que isso?

Porque o funk diz a que veio, não usa subterfúgio, não se camufla sob o selo de "decente".
O funk diz em alto e bom som: "aqui é putaria, mermão, indecênça mermo, tá ligado?".
Já a sertanoja veste um selo de música decente e me vem com coisas como: "Cê faz gostoso e ainda põe leite condensado".
Se você me dissesse: "Ain, mais isso é maldade da tua cabeça." 
Eu te diria: E é por isso que respeito o funk apesar de não suporta-lo.
Esse tipo de música sertaneja atira a pedra e esconde a mão, só que esconde a mão errada, a mão que atirou a pedra está a vista, e suja.

Quando pesquisei essa letra do "Cê faz..." eu descobri que o funk se juntou ao sertanejo e criou o funknejo; que merda.
Talvez o sertanejo estivesse perdendo terreno e então se prostituiu se juntando ao funk.
Como já dizia o Major Edward Alvar Murphy Jr.: "Nada é tão ruim que não possa piorar"

Eu acho que o funk é um desserviço para a cultura brasileira, mas falar isso é dar o lombo às bordoadas, pois logo vem alguém e diz: 
-Funk é cultura, viva! a diversidade musical.
Diversidade essa que não dá mais para saber pela letra o que é samba, pagode, sertanejo, forró ("'moderno'") e agora o funknejo, são variações do mesmo tema, só muda a nomenclatura, o "conteúdo" é o mesmo.

A mulher tida como cabeça pensante da atualidade e redentora das mulheres é uma funkeira que diz que o poder feminino é a genitália e não o cérebro.
Ai me vem um cidadão e me diz: Criança de pé no... 
Não! não é isso, isso se trata de uma bela música.
Ai me vem um cidadão e se diz assombrado com a atitude de alguns torcedores lá na Russia, que fizeram moças russas dizerem o que disseram, alvoroça logo a gritar "cultura machista".
Mermão?! isso é funk, bicho, e funk é cultura, véio.
Mas em seguida esse cidadão aplaude os torcedores entoando uma canção que é uma versão do belíssimo exemplar do cancioneiro brasileiro intitulado "Só quer vrau".
Não, não me venha dizer que "Messi, tchau" é uma paródia de "Bella Ciao", esses caras não fazem nem ideia dela. 
Os europeus já nos tiveram na conta de exportadores de prostitutas, agora somos exportadores de cultura.

E não, eu não estou dizendo que tudo isso não é cultura, estou dizendo que é uma cultura que se eu pudesse eu a dispensaria.

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